Liderança e Serviço – por Lucilaine Lima

22/10/2018

Eu conheço muitos líderes. Já estive com muitos deles, grandes líderes, cada um com seu estilo de liderar. A forma que cada um exerce a liderança tornou sua eficiência e efetividade únicas, não dá para comparar.

Líderes são líderes, independe de um padrão ou forma de liderar, independe de formatos prontos, de como tem que ser. Na prática não é assim, é apenas ser. SER líder implica muito mais em SER.

Liderar exige credibilidade, confiança, exemplo, servir… sim, servir. Acredito na liderança que vai junto, que está lá, na pegada, mão na massa, motivando, chorando junto, vivendo o luto junto também. Essa liderança impulsiona, mostra uma eficiência sem tamanho, afinal, quem não quer seguir alguém assim? Que não só norteia as tarefas a serem entregues, mas que pega na mão.

Ser líder não é simplesmente sentar em algum local, não é um lugar, não é! É infinitamente mais que isso, independente de reconhecimento ou não, se você consegue influenciar pessoas, se a sua vontade queima em fazer e realizar algo com amor, se você serve de alguma forma, demonstra serviço, vivencia sacrifícios,  quando fala alguém ouve e faz, exercendo uma autoridade natural, sim, você está no rol dos líderes, seja em qualquer área que execute isso.

Liderança implica em muitas interfaces, mas todas elas levam a atingir resultados expressivos naquilo que você executa. É transformar pessoas simples em verdadeiros soldados, preparados a qualquer tempo para enfrentar uma guerra, apaixonados pela sua causa, pelas suas ideias. È olhar para aqueles sem a menor condição e prepara-los, formando algo que não existe. È servir ao outro para que ele brilhe, é coloca-lo na linha de frente e acreditar que ele é capaz de fazer algo extraordinário e dar todo esse crédito a ele. É explicar suas ações, o porquê das suas atitudes, reforçar, fazer entender.

Ainda que muitos não estejam preparados para se sentirem cuidados, amados e educados com esse grau de intensidade que a liderança através do serviço trás, é esse tipo de liderança que quero continuar exercendo, ainda que ela me traga decepções, tristezas e frustrações, ainda que a cultura seja de “puxar o tapete” e “tirar vantagem”, continuarei acreditando que o exemplo arrasta, continuarei vivendo a imparcialidade, amando e valorizando meus colaboradores, pois cada um é importante em suas diferentes atribuições.

Liderar dessa forma, ao contrário do que muitos pensam, pode sim ser produtivo, desde que tenhamos bem claro, o método a ser utilizado, o caminho a percorrer. Quando não temos isso, as pessoas ficam perdidas, soltas ou inseguras. Sempre que não há um desenvolvimento dessas lideranças e quando isso não é tratado como um ponto estratégico do negócio, o RH sofre, convivendo com a dificuldade de reter pessoas. Desenvolver lideranças também é uma estratégia do negócio para o crescimento de uma empresa, só a entrega de resultados permite esse crescimento, e isso, pode sim, ocorrer de uma forma democrática, de serviço, uns para com os outros.

Desenvolver pessoas que performam com alto desempenho dá trabalho, mas é necessário! Como fazemos isso? Eis algumas dicas: aguçando o potencial de cada um, atribuindo-lhes novas responsabilidades, dando feedbacks para o autoconhecimento e crescimento, entendendo os perfis da equipe, saber ouvir, falar, trabalhar crenças, reprogramar as limitações, compartilhar metas, dessa forma, podemos extrair o melhor de cada pessoa.

Liderar sem imposição, chantagem ou força, requer um preço muito alto: o seu exemplo, apenas isso é suficiente. Você está pronto?

Lucilaine Lima